Comunidade
Balsa
Localidade que compreende uma grande área desde o final do bairro Centro até o limite sul da cidade, a borda do Canal São Gonçalo. Assim como a comunidade das Docas, a Balsa de igual forma se divide em duas porções distintas: uma delas se localiza na região externa ao dique de contenção da cidade, sendo mais sensível em termos ambientais por se localizar mais próxima das águas do Canal, e é habitada quase que exclusivamente por pescadores artesanais; e a outra porção, inserida na área protegida pelo dique é formada por diversos quarteirões de tamanhos irregulares contando com ruas asfaltadas e de terra batida. O bairro abriga uma das grutas de Iemanjá presentes na cidade, localizada na Praça Darci Pinho.
Histórico
A formação do bairro da Balsa está associada ao contexto da travessia do canal a partir de uma balsa, quando ainda não existiam as pontes rodoviárias e também à inserção do antigo Frigorífico Anglo na margem do canal. O frigorífico foi criado em 1916 e foi um dos responsáveis, juntamente com outras fábricas, e com o Porto, pela ocupação das áreas ribeirinhas. No caso do bairro da Balsa esta unidade fabril, o Anglo, foi a responsável pela ocupação de uma grande área pelos trabalhadores do frigorífico e suas famílias. A região é nomeada desta forma porque no local da ocupação funcionava uma balsa que fazia a travessia Pelotas - Rio Grande até a inauguração da Ponte Alberto Pasqualini no ano de 1963. O território se configurou a partir de uma ocupação orgânica pelos operários sem planejamento oficial, de forma precária e sem nenhuma infraestrutura, principalmente na porção que se localiza dentro do dique de contenção. Do lado oposto, atravessando a Estrada do Engenho a área foi gradualmente sendo ocupada por famílias de pescadores artesanais que habitam estas margens.